A série brota do cultivo, da observação de uma horta, da colheita cotidiana que resultou na transição para uma alimentação orgânica e vegetariana. Autocuidados radicais em um momento em que a busca da saúde é condição essencial para sobreviver ao primeiro ano da pandemia de covid-19 . No confinamento a artista desenvolveu uma linguagem em consonâncias com as propostas de Buen-Vivir em que a própria existência se dá pela reconexão equilibrada outras formas de vida  investindo na representação da própria imagem buscando uma narrativa autoral, em primeira pessoa, transgredindo a extensão tradição da História canônica da Arte em que a representação do feminino é do domínio dos homens para deleite do patriarcado.